quarta-feira, 15 de outubro de 2014

ARTE JUDAICA - FOTOGRAFIA

A fotografia artística israelense atual aborda tanto o pessoal – abordando questões da vida e da morte, da arte e da ilusão – quanto o nacional/político. É caracterizada pela intimidade, contenção e preocupação com o ego e é, ao mesmo tempo, uma reação e uma decorrência do estilo romântico e informativo que predominava no início de seu desenvolvimento. Em meados do século XIX, a fotografia local consistia basicamente em serviços fotográficos, retratando os lugares sagrados (sobretudo cristãos) para vendê-los como lembranças a peregrinos e turistas.
A partir de 1880, os fotógrafos começaram a documentar a evolução da comunidade judaica na Palestina (Terra de Israel), retratando os pioneiros lavrando o solo, construindo cidades e povoados, através de lentes heroicas e orientados por uma ideologia moderna e secular. Também atendiam às exigências dos clientes, que usavam as fotografias para apoiar projetos definidos, como os do Fundo Nacional Judaico.
O desenvolvimento do país em seus primeiros anos foi fielmente documentado por vários fotojornalistas talentosos, alguns dos quais trabalham até hoje, como Tim Gidal, David Rubinger, Werner Braun, Boris Carmi, Zev Radovan, David Harris e Micha Bar Am. Entre os que atravessaram as fronteiras invisíveis entre a "fotografia informativa" e a "arte fotográfica" encontram-se Aliza Auerbach, que se dedica a retratos de pessoas; Neil Folberg, Doron Horwitz e Shai Ginott, voltados à natureza; David Darom, especialista em fotografia submarina; e Dubi Tal e Mony Haramati, especializados em fotografia aérea.
Surgiram vários locais importantes de exposição dos trabalhos fotográficos, como a bienal de fotografia no Mishkan LeOmanut, no kibutz Ein Harod e o novo Museu da Fotografia em Tel Hai, no norte da Galileia.
Nos últimos anos, conforme a fotografia como expressão artística tornou-se uma forma legítima de arte, um grande número de fotógrafos criativos surgiu, com o apoio ativo de galerias, museus, curadores e colecionadores nacionais e estrangeiros. O mais notável desses fotógrafos criativos é Adi Nes, nascido em 1966, em Kiryat Gat. Descendente de  uma família de imigrantes do Curdistão e do Irã, Nes surgiu na década de 90, com a série “Soldados”. Essa série explorou questões da identidade nacional, particularmente a identidade masculina israelense em um contexto homoerótico, ambivalente e altamente perspicaz. Sua obra “Histórias Bíblicas”, que utiliza figuras bíblicas e recria momentos de sua narrativa em um ambiente contemporâneo perturbador (miséria, sem-teto), aborda a mudança na sociedade israelense, dos valores socialistas a uma forma moderna de vida capitalista. A recente venda de sua obra “A Última Ceia” por US$ 264.000 na venda anual de arte judaica e israelense da Sotheby é considerada um marco na apreciação global da arte israelense.
A fotografia de Barry Frydlender é composta por dezenas e até centenas de fotografias perfeitamente combinadas para criar imagens unificadas com precisão, clareza e perspectiva impressionantes. Sua mostra de 2007, “Local e tempo”, apresentou fotografias recentes explorando as circunstâncias contemporâneas de Israel: uma reunião de homens em um café na parte oriental de Jerusalém, judeus Haredi devotos em uma peregrinação anual, e a evacuação forçada dos colonos israelenses da Faixa de Gaza. A exposição original foi realizada no Museu de Arte de Tel Aviv, mudando-se em seguida para o Museu de Arte Moderna de Nova York, sendo a primeira exposição individual de um artista israelense nesse museu.
 

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