domingo, 14 de agosto de 2016

Festas religiosas e populares do Brasil

Boi-Bumbá
Entre os meses de junho e julho, o Maranhão celebra a festa popular mais antiga do estado. A festa do Bumba-meu-boi (ou Boi-Bumbá) acontece em todos os cantos da capital São Luís e arrasta moços, moças, vovôs e vovós até os arraiás espalhados na cidade. A tradição de festejar o boi se mantém desde o século XVIII e, conta a lenda, começou quando o escravo Pai Francisco teve que ressucitar o boi mais bonito que tinha sido morto por ele mesmo a fim de satisfazer o desejo de sua grávida companheira. A ressurreição virou brincadeira, que virou festa, e foi durante muito tempo perseguida pela polícia, a mando da elite, já que era exclusiva dos negros. Hoje há liberdade para dançar, brincar e celebrar a história do país, ao som da velha congada africana.
Festa do Divino
A Festa do Divino é uma festa da Igreja Católica em que se celebra a descida do Espнrito Santo sobre os apуstolos e a Virgem Maria, reunidos no local da ultima ceia, marcando o nascimento da Igreja. Quando chegou o dia de pentecostes, eles se achavam reunidos todos juntos. 
Cavalhada
Com características trazidas da Europa – desfile de cavalos, corridas de cavaleiros, jogos de canas, manequim, manilhas e argolinhas –, a cavalhada espalhou-se pelo Brasil, principalmente nos estados de Minas Gerais, Bahia, Paraná e Goiás. Entretanto, ao longo do tempo, não conservou o modelo original. O folclorista alagoano Théo Brandão observa que a cavalhada nortista é constituída apenas dos desfiles, corridas de cavalos e jogos de argolinhas. De seus estudos foi sintetizada a descrição da cavalhada: realizada em espaço amplo (praça, descampado ou parque) para que possa ser demarcada a pista ou trilha de corrida, a cavalhada é constituída por doze cavaleiros ou pares. Os dois pares dianteiros têm o nome de primeiro e segundo matinadores (em outros estados, mantenedores), que são os chefes respectivamente dos cordões encarnado e azul. Os matinadores, bem como os outros cavaleiros, devem ser mestres na arte da cavalhada pois, desses últimos, cabe obrigatoriamente a retirada da argolinha, caso não o tenham feito os que os antecedem na corrida. O torneio é dividido em três partes, obrigatoriamente nessa ordem: visita à Igreja, corrida de argolinhas e escaramuças. 
Festa de Paritins
O Festival Folclórico de Parintins é uma festa folclórica realizada anualmente no último fim de semana de junho na cidade de Parintins, Amazonas. O festival é uma apresentação a céu aberto, onde competem duas associações, o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, de cor azul. A apresentação ocorre no Bumbódromo (Centro Cultural e Esportivo Amazonino Mendes), um tipo de estádio com o formato de uma cabeça de boi estilizada, com capacidade para 35 mil espectadores. Durante as três noites de apresentação, os dois bois exploram as temáticas regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos através de alegorias e encenações. O Festival de Parintins se tornou um dos maiores divulgadores da cultura local O festival é realizado desde 1965 e já teve vários locais de disputa como a quadra da catedral de Nossa Senhora do Carmo, a quadra da extinta CCE e o estádio Tupy Cantanhede. Até que em 1987, o governador Amazonino foi assistir o festival, no mesmo local onde é o Bumbódromo, mas era um tablado. Ele gostou tanto da festa que prometeu construir um local do tamanho que o festival merecia e, no ano seguinte, em 1988, inaugurava o Bumbódromo. Até 2004 era realizado sempre nos dias 28, 29 e 30 de junho. Uma lei municipal mudou a data para o último fim de semana desse mesmo mês.
Festa Junina
O mês de Junho é caracterizado por danças, comidas típicas, bandeirinhas, além das peculiaridades de cada região. É a festa junina, que se inicia no dia 12 de Junho, véspera do dia de Santo Antônio e encerra no dia 29, dia de São Pedro. O ponto mais elevado da festa ocorre nos dias 23 e 24, o dia de São João. Durante os festejos acontecem quadrilhas, forrós, leilões, bingos e casamentos caipiras. A tradição de comemorar o dia de São João veio de Portugal, onde as festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diversos feriados municipais: Santo Antônio, em Lisboa; São Pedro, no Seixal; São João, no Porto, em Braga e em Almada. O nome “junina” é devido à sua procedência de países europeus cristianizados. Os portugueses foram os responsáveis por trazê-la ao Brasil, e logo foi inserida aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras. A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste. Em Campina Grande, na Paraíba, a festa junina atrai milhares de pessoas. A canjica e a pamonha são comidas tradicionais da festa na região, devido à época ser propícia para a colheita do milho. O lugar onde ocorrem os festejos juninos é chamado de arraial, onde há barracas ou um galpão adaptado para a festa. As festas de São João são ainda comemoradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos. Em algumas festas europeias de São João são realizadas a fogueira de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados, semelhantes ao casamento fictício, que é um costume no baile da quadrilha nordestina.
Carnaval
Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C.. É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque, capital da Finlândia. O carnaval do Rio de Janeiro está no Guinness Book como o maior carnaval do mundo. Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo.
Círio de Nazaré

O Círio de Nazaré é uma grande festa religiosa iniciada em 1793, em Belém do Pará, que reúne milhares de romeiros e devotos de todas as regiões do Brasil.As lendas populares em torno da veneração à Santa Nazaré, no Brasil, contam que um caboclo chamado Plácido, caçando na estrada de Utinga, hoje conhecida por Avenida Nazaré, encontrou a imagem da Santa entre os rochedos, levou-a para casa e colocou-a em um pequeno altar. No dia seguinte ela não mais estava lá. Dias depois voltou ao mesmo lugar para caçar e novamente encontrou a imagem entre as pedras. Outra vez levou-a para casa e mais uma vez a imagem sumiu de lá, sendo encontrada no lugar onde foi descoberta pela primeira vez.

Disponível em: http://brasilculturasdiversas.blogspot.com.br/p/festas-tipicas.html

    As Festas Religiosas Populares

Por meio de suas festas tradicionais, as comunidades estreitam seus laços e mantêm sua identidade como grupo, celebrando também sua vida cotidiana. Em tempos remotos, o homem primitivo pedia aos deuses proteção e colheitas fartas, muitas vezes usando comida, bebida, música e dança como oferendas. Como a agricultura está relacionada ao ciclo das estações, essas celebrações se tornaram periódicas. Com o cristianismo, a Igreja Católica transformou alguns desses rituais pagãos em homenagens aos santos, conferindo a eles um caráter sagrado de acordo com os princípios cristãos. Vários elementos das antigas festas pagãs, porém, foram preservados.

No Brasil, a maioria das festas populares tem origem ibérica, africana e indígena e segue as datas do calendário católico. São comuns, nas festas populares baseadas no calendário religioso, manifestações de sincretismo afro-cristão, que fundem os orixás do candomblé com os santos católicos. Às vezes as festas coincidem com o calendário laico, civil.

Elementos fundamentais em diversas festas populares, os folguedos são apresentações que juntam dança, música e alguma atividade teatral. A maioria deles tem sua origem ligada a temas religiosos, já que as encenações eram usadas pelos jesuítas na catequese dos índios e dos negros. Segundo alguns estudiosos, os folguedos podem ser classificados em 2 tipos:
• de conversão – que representavam a luta entre o bem e o mal e tinham como objetivo converter as pessoas ao cristianismo;
• de ressurreição - representavam a morte e o renascimento de um animal. No decorrer do tempo, o caráter religioso das representações se diluiu e máscaras, acessórios e roupas coloridas foram sendo incorporados às teatralizações.

 

    Ciclos e festas dos santos do devocionário popular


O Natal, o Carnaval e as Festas Juninas, comemorações de maior apelo popular, são encontradas em todas as regiões brasileiras. Além delas, existem inúmeras outras comemorações locais, pertencentes à tradição de cada cidade ou estado. Muitas reverenciam um santo padroeiro. Apesar de algumas festas compartilharem o mesmo tema, em cada lugar elas assumem características próprias, de acordo com a tradição regional.

No verão ocorrem inúmeras festas no Brasil, conhecidas como as festas do solstício de verão. As principais são o Natal e o Carnaval. As Festas Natalinas nas regiões Norte e Nordeste são comemoradas de modo muito mais intenso do que no restante do país. No mês de dezembro, o “mês das festas”, como também é conhecido, há uma série de festas folclóricas, as Lapinhas, Reisados, Guerreiros, Autos, Pastoris, Bumba-meu-boi, Marujada e Carimbó.

Na passagem de um ano para outro, no dia 31 de dezembro, há uma grande comemoração conhecida como Festa do Ano Novo. Até o Carnaval, muitas festas são realizadas em todo o país, como exemplo a do N. Sr do Bonfim, na Bahia, e a de N. Sra dos Navegantes, em Porto Alegre. Mas, o Carnaval é a festa de maior expressão popular. Na época colonial era conhecido como “entrudo” e só a partir da Guerra do Paraguai é que o Carnaval assumiu a forma que conhecemos atualmente. O nosso Carnaval é considerado a maior festa folclórica do mundo. São três dias de música, dança e folia.

 

    Principais ciclos festivos

    Ciclo Carnavalesco

Afoxé, Boi de Carnaval, Frevo, Caboclinho, Maracatu, Urso.

    Ciclo Quaresmal e Semana Santa

A Quaresma é um período de 40 dias. Inicia na quarta-feira de Cinzas e termina na véspera do Domingo de Ramos. A Semana Santa começa no Domingo de Ramos e termina com o chamado Tríduo Sacro ou Pascal: quinta-feira, sexta-feira da Paixão e Morte de Jesus Cristo, e sábado de Aleluia (malhação de Judas). O Tríduo prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição.

    Ciclo Junino

Ocorre durante o mês de junho, quando se homenageia Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29). Muitos incluem nas festividades também o dia de Santa Ana (26 de julho). Costuma-se dizer, que o ciclo junino começa no dia de São José, 19 de março, com o plantio do milho e o início dos ensaios das quadrilhas.

    Ciclo Natalino

As festas de Natal duram de 24 de dezembro até 6 de janeiro (Epifania, Aparição ou Dia de Reis) ou, dependendo da região do Brasil, até 2 de fevereiro (dia da festa da Purificação da Virgem, em que se celebra N. Sra. da Candelária (da Luz ou das Candeias) e dia da festa de Iemanjá em Salvador).

 

    Procissão

Agrupamento de muitas pessoas em marcha solene com fins religiosos. Desfile de fiéis, acompanhando o pálio (armação com varas) embaixo da qual caminha o sacerdote ou seguindo o andor com a imagem de um santo. A procissão é uma cerimônia externa da Igreja Católica. Ao som de bandas de música e de cantos religiosos entoados pelos componentes das associações religiosas e pelos fiéis, a procissão percorre as ruas da cidade em louvor ao santo festejado. O ritual vem da Antigüidade, quando os exércitos exibiam suas prendas de guerra de volta à cidade base. A solenidade impregnou a religião católica. A primeira procissão brasileira de Corpus Christi, aconteceu em 1549, quando o primeiro governador-geral, Tomé de Souza, fundou a cidade de Salvador (BA). Foi das procissões que saíram as baianas escravas enfeitadas, que a partir de 1932, são ala obrigatória nas escolas de samba.

    Charola

É o andor para transportar imagens religiosas, um nicho ou o corredor semi-circular atrás do altar-mor. Por extensão, é a procissão que conduz um andor de uma localidade ou igreja, para outra. Refere-se também a um tipo de procissão das épocas de estiagem, em que os fiéis caminham com uma pedra na cabeça. Aquele que conduz ou fabrica charolas ou andores é chamado de charoleiro.

    Rasoura

Nome dado às procissões de curto percurso, geralmente em torno da igreja. É um tipo de procissão que costuma ocorrer após uma novena. Ex: Rasoura de Santo Antônio.

    Préstito

Agrupamento de muitas pessoas em marcha; procissão. Alguns cortejos aparecem na forma de préstitos com os participantes cantando e dançando.

    Papangu

Mascarados que saem às ruas, durante o carnaval, cobertos da cabeça até os pés, incógnitos. Originalmente, eram os encapuzados que saíam à frente das procissões quaresmais de Recife, no século XIX. Depois que a Igreja Católica proibiu sua participação nas procissões, eles passaram a desfilar durante o carnaval.

 

 

    Bom Jesus dos Navegantes

Procissão marítima, realizada em Salvador (BA), no primeiro dia do ano. A imagem de Cristo, em embarcação ornamentada e acompanhada por centenas de outras, cruza a baía de Todos os Santos. Tradição que começou no século XVIII, a festa é uma das mais bonitas manifestações populares de Salvador e acontece na virada do ano, quando o povo dá continuidade às comemorações do Ano Novo na praia da Boa Viagem.

    Nossa Senhora dos Navegantes

A festa acontece em Porto Alegre (RS), no dia 2 de fevereiro. Tem origem portuguesa e é comemorada desde 1871, quando a santa se tornou padroeira da cidade. Segundo a tradição, a imagem da santa, protetora dos pescadores e viajantes dos mares, rios e lagoas, é levada no fim de janeiro para outra igreja até que a procissão a leve de volta à sua igreja, na qual fica até o ano seguinte. Os fiéis percorrem 5 km. O percurso é acompanhado por embarcações no rio Guaíba, numa enorme procissão fluvial, atrás do barco que leva a imagem da santa. Os fiéis jogam no rio flores, fitas e grinaldas com pedidos. Após a procissão, acontece a festa com comidas típicas do Sul.

    São Pedro

Além das missas, ladainhas, fogueiras, e outras práticas tradicionais e populares os pescadores homenageiam seu padroeiro com procissões de barcos. A procissão é marítimo-fluvial em Recife (PE). As embarcações enfeitadas saem da bacia do Pina em direção à barra do Porto do Recife, em homenagem ao padroeiro. É fluvial, em Manaus (AM), onde milhares de fiéis, em barcos a motor ou canoas a vela, acompanham a tradicional procissão pela baía do Rio Negro. A procissão é marítima em vários municípios fluminenses: Rio de Janeiro, Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Araruama, Saquarema, Paraty, Angra dos Reis e Silva Jardim. Em Bonito (MS) a procissão de São Pedro é a cavalo. Na época que antecede as festas juninas, as bandeiras de São Pedro saem visitando os lares, acompanhadas de várias pessoas tocando e cantando. No dia da procissão de São Paulo e São Pedro, só homens a cavalo participam, levando bandeiras.

    Círio

Vela grande de cera. Por extensão, é a procissão que conduz um círio de uma localidade ou igreja, para outra.

    Círio de Nazaré

Festa religiosa que acontece no 2o domingo de outubro, em Belém (PA), e reune milhares de fiéis que acompanham a procissão da imagem de N. Sra. de Nazaré. Os fiéis pagam suas promessas com ex-votos, velas, flores, dinheiro, andando descalços ou segurando a corda de isolamento que protege a santa. No final, os participantes vestem roupas novas e se alimentam dos pratos típicos da região. A origem da celebração é, segundo os crentes, um milagre ocorrido no início do século XVIII: desapareceu a imagem de N. Sra. de Nazaré, em madeira, que o lenhador Plácido José de Sousa mantinha em sua casa e, dias depois, reapareceu no lugar de sempre. Em 30/08/2004, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou a inscrição do Círio de N. Sra. de Nazaré, no Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial, no Livro das Celebrações. Na cidade de Santarém (PA), no 3o domingo de outubro, acontece o Círio de N. Sra. da Conceição.

 

 

    Romaria

Peregrinação religiosa. Tradição trazida para o Brasil pelos portugueses. É um ato de devoção, com caráter penitencial, onde romeiros pagam promessas com doações, esforços físicos e entregas de ex-votos, em cerimônias litúrgicas. A romaria pode ser individual, em dupla ou em grupo, a pé, a cavalo, de charrete, moto, carro, caminhão ou ônibus fretado. O romeiro viaja muitos quilômetros, com a finalidade de chegar aos locais onde a Igreja Católica, em suas capelas ou basílicas, igrejas ou matrizes, venera um santo ou um religioso popular, como no caso de N. Sra Aparecida (SP) e Padre Cícero (CE). Depois de pagar sua promessa por uma graça alcançada, o romeiro deposita no altar do santo, as velas, os ex-votos, as espórtulas (presentes). Quando a pé os romeiros se auto intitulam caminheiros. Alguns, se organizam em grupos e peregrinam regularmente. Dentre os que caminham sozinhos, alguns podem arrastar uma cruz por uma longa distância.

    Nossa Senhora Aparecida

O dia dedicado a N. Sra. Aparecida, 12 de outubro, é feriado nacional. Nesse dia, centenas de milhares de fiéis de todo o Brasil comparecem ao Santuário em Aparecida do Norte (SP), para pedir graças, pagar as alcançadas, levar seus ex-votos, assistir missa e acompanhar a procissão. É a maior concentração religiosa do país. Em 1929, N. Sra. da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI. E, passou a usar, oficialmente, a coroa ofertada em 1884 pela Princesa Isabel, bem como o manto azul-marinho. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional, o maior Santuário Mariano do mundo.

    Padre Cícero

Os romeiros viajam para Juazeiro do Norte (CE), 2o maior centro de romaria do Brasil, em busca de curas e milagres do padre Cícero Romão Batista, o "padim Ciço". Religioso não beatificado pela igreja católica, considerado vidente, santo, padrinho do pobre, cura das almas, homem enigmático e objeto de contradição. No auge do fanatismo que despertou entre os nordestinos, chegou a ser punido pelo Vaticano e suspenso das ordens. As grandes dificuldades com a Igreja começaram em 1890 depois que uma beata recebeu a hóstia consagrada e ensanguentada. Em 1911, pe. Cícero foi eleito o primeiro prefeito de Juazeiro. Governou sem interrupção até 1927 e foi eleito vice-governador do Ceará em dois mandatos. Todo dia 20 há mulheres de Juazeiro e romeiros que se vestem de preto, pois o "padrinho" morreu num dia 20 de julho, com noventa anos de idade. Muitos cearenses e alagoanos tem o nome de Cícero ou Cícera. O monumento ao padre Cícero, em Juazeiro, é a terceira maior estátua em concreto do mundo.

    Chegada dos Caboclos

A Igreja Matriz de Parangaba, Fortaleza (CE), construída no início do século XIX, realiza a festa próximo ao Natal. É uma peregrinação, na qual são pedidas esmolas, em nome do Bom Jesus dos Aflitos. Os caboclos vem de longe e chegam festivos, entre foguetórios e cânticos de louvação, conduzindo a coroa de espinhos do Bom Jesus. Diz a tradição local, que a imagem do padroeiro, foi doada, aos índios porangabas (ou parangabas), por D. João VI.

 

 

    Promessa

É o pagamento feito aos santos por haver alguém alcançado algum favor. A pessoa promete ao santo de sua devoção fazer alguma coisa caso consiga o favor pretendido. A promessa consiste em praticar ou não determinados atos (não cortar os cabelos durante certo tempo, deixar de comer doces, deixar a barba crescer, subir a escadaria de uma igreja de joelhos). Paga-se, também, uma promessa oferecendo ao santo uma peça feita em madeira, couro, cera, flandres, representando a perna, o braço ou a mão que ficaram curados, a casa comprada, etc. Aquele que faz promessa é chamado de promesseiro. (Dicionário de Folclore para Estudantes)

    Ex-voto

Ex-voto ou milagre, é o objeto votivo (oferecido em cumprimento de um voto) feito de diferentes materiais (madeira, cera, etc.) que representa o milagre atribuído a uma divindade ou a um santo. É manifestação de agradecimento por uma graça alcançada e costuma ser depositado na chamada Sala dos Milagres que muitas igrejas possuem. O pagador de promessa encomenda o ex-voto ao santeiro (ou milagreiro), artesão que tenta reproduzir, do modo mais realista possível, a natureza da doença que afetou o devoto.

    Lavagem de igreja

Dizem os historiadores que a lavagem das igrejas é uma tradição que tem mais de 200 anos e consiste na promessa que as pessoas fazem de varrer, lavar e enfeitar as igrejas. É uma tradição que vem do império, quando uma princesa varria a Igreja de Petrópolis, como uma simples empregada. A lavagem da igreja do Bonfim, em Salvador (BA), na 5a-feira de oitava não é de origem africana, de vez que já existia em Portugal. Quem introduziu a lavagem da igreja do Bonfim foi um português que combateu na Guerra do Paraguai e fez promessa de lavar o átrio da igreja se voltasse vivo. Hoje, a cerimônia transformou-se numa festa tradicional. (Dicionário de Folclore para Estudantes)
Disponível em: http://resgatecultural.com.br/festas-religiosas-populares.html


Danças e Festas indígenas

Pode não parecer, mas os Ianomamis são muito alegres e festeiros.Festejam principalmente  quando há fartura de comida e carne.Além disso, são muito cordiais.Nessas "festas de fartura", os Ianomamis costumam convidar tribos e aldeias vizinhas, para compartilhar o alimento abundante.É nessas horas que cantam músicas folclóricas, dançam em volta de fogueiras sob a lua, e discutem os fatos marcantes dos últimos dias.Não é muito diferente de festas civilizadas.


Nessas festas, costumam pintar a pele com argila branca ou o rosto de preto.Também usam braceletes e enfeites feitos a base de plumas de pássaros ou folhagens:





Uma outra festa característica dessa tribo é a festa que fazem antes das guerras, onde rezam e planejam suas ações.Por alguma razão, eles aparentam não ter medo de batalhas com outras tribos, onde, segundo seus generais, é hora de provar a honra e a coragem Ianomami.
Disponível em: http://ianomamis6.blogspot.com.br/2011/04/dancas-e-festas.html

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